• Zamboni Travassos

Fluxo de Trabalho para Compatibilização em BIM.

A quantidade de informações contidas em um projeto em BIM é enorme, podendo causar problemas sérios no fluxo dessas informações, principalmente relacionados à perda ou "congelamento" de dados. Portanto, a tarefa de mapear o fluxo de informações em um projeto se torna fundamental para o sucesso da implementação BIM.


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Elaborado com auxilio de Henrique Amblard, Juliano Zago e Patricia Teixeira. Revisado por Leonardo Manzione e Guilherme Zamboni.

Neste mapa de processo idealizado, simula-se o fluxo de informações após a modelagem das disciplinas até a compatibilização final delas e o levantamento de quantitativo final. Esse mapa de processos considera ferramentas de modelagem (Archicad, CYPE Estruturas, CYPE Iluminação, DDS, por exemplo) operando colaborativamente com software d coordenação (Solibri Model Checker); auxiliadas com plugin BCF Manager e a plataforma de colaboração BIM Collab.


São quatro players básicos envolvidos: Arquiteto, Coordenador, Engenheiro Estrutural e Engenheiro MEP que devem trabalhar colaborativamente para que o mapa funcione. O processo começa com os modeladores (Arquiteto e Engenheiros) definindo regras, conjunto de regras e funções para checagem dos modelos individualmente no SMC, visando a eliminação erros grosseiros. Assim, o Coordenador receberá os modelos corrigidos .IFC das disciplinas e não precisará se preocupar com erros individuais nos modelos.


Gerando um relatório (.PDF, .XLS ou .BCF) individual para cada disciplina, os modeladores conseguem guardar consigo os erros incidentes, a fim de não repeti-los em um próximo projeto. Nesta etapa, é comum erros de modelagem relativos a elementos duplicados, elementos modelados incorretamente (piso modelado como uma parede), entre outros. Feito isso, o modelador enviará o .IFC corrigido para o coordenador que, então, definirá as regras, conjunto de regras e função de checagem entre disciplinas.


O Coordenador, munido dos modelos corrigidos, irá junta-los no Solibri Model Checker (SMC) para realizar a checagem de problemas entre disciplinas. Novamente, será emitido um relatório .BCF para colaboração entre players na plataforma BIMCollab. Os modeladores, então, terão acesso ao relatório para comentar, corrigir ou questionar incidências entre disciplinas. Assim, os modelos individuais serão novamente corrigidos e enviados ao Coordenador, porém desta vez a checagem é responsabilidade do Coordenador. Então, os modeladores devem apenas comentar no relatório .BCF importado no BIMCollab.


Obs.: Recomenda-se aos modeladores que não acessem o BIMCollab para comentários no relatório e, sim, os plugins BIM Managers para visualização e comentários no relatório nas próprias ferramentas de modelagem.


Com a posse dos modelos corrigidos pela segunda vez, uma nova checagem será feita, pois alguma correção pode gerar uma incidência antes não alertada. Novamente, será emitido um relatório .BCF, porém agora será uma atualização do anterior, para colaboração entre players na plataforma BIMCollab. Os modeladores entrarão no ambiente colaborativo (plugin nas ferramentas) e corrigiram as incidência atualizando o relatório.


Esse processo irá se repetir até que nenhuma nova incidência seja encontrada e que todas as existentes forem sanadas. Assim, o Coordenador poderá tirar os quantitativos do modelo e avançar para as próximas etapas de projeto BIM.



Nesse sentido, nota-se a importância de três pilares no BIM: processos, tecnologia e pessoas, que já foi assunto de artigos (Succar et al., 2012; Abanda et al., 2015). O BIM se sustenta nessa base, faltando qualquer um desses itens, o sucesso será questão de sorte/azar. Além disso, o SMC se demonstrou um software adequado para implementação BIM com mecanismos poderosos para o Coordenador.

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